Viagem de trem em Curitiba

Vale a pena andar de trem no Paraná! O primeiro trem de luxo brasileiro opera no estado, o Great Brazil Express. No mundo, existem apenas outros dez trens do gênero, em países como a França, Estados Unidos, entre outros.

Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá, Paraná. Foto de Carlos Renato Fernandes

Além do trem de luxo, o Paraná conta com a centenária ferrovia que liga Curitiba a Paranaguá, com 110 quilômetros de extensão e que transpõe a Serra do Mar com uma paisagem exuberante e inesquecível da Mata Atlântica. 



Este passeio é operado pela empresa Serra Verde Express, acesse o site para obter mais informações sobre horários de saídas e tarifas: www.serraverdeexpress.com.br.

Uma reunião realizada nesta segunda-feira (26 de fevereiro), em Brasília, marcou a retomada de discussões do Grupo de Trabalho de Turismo Ferroviário coordenado, desde 2010, pelo Ministério do Turismo. Cabe ao grupo a elaboração de políticas de fomento ao setor. A pauta do encontro abordou pontos como a necessidade de avanços normativos e legais na área para superar obstáculos ao adequado desenvolvimento do ramo no Brasil.

Encontro no MTur reúne representantes de entidades da área e debate formas de proporcionar o desenvolvimento do setor no Brasil. Foto: André Martins

Segundo o diretor de Planejamento e Gestão Estratégica do MTur, Neusvaldo Ferreira Lima, um dos objetivos é unir esforços em prol da ampliação do segmento. “Uma das ideias trazidas foi envolver comissões do Congresso Nacional, além das frentes parlamentares de turismo, no debate das adequações. Somos intermediários desse processo e é importante que o turismo ferroviário esteja em evidência”, sustentou.

O país possui, atualmente, mais de 30 trens turísticos em operação. Presente à reunião, o coordenador de Patrimônio Ferroviário do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Alan Machado, defendeu empenho no sentido de preservar estruturas do ramo. “O interesse principal é fomentar projetos de forma a recuperar o patrimônio ferroviário e dar um novo público a esse patrimônio”, explicou.

O presidente da Associação Brasileira das Operadoras de Trens Turísticos e Culturais (ABBOTC), Adonai Arruda Filho, por sua vez, comemorou o restabelecimento de diálogos do grupo. Ele lembrou que o desenvolvimento do setor favorece a preservação da história nacional e o incentivo ao turismo. “Nos locais onde existe um trem turístico, você acaba preservando o patrimônio e induzindo o aumento do turismo”, observou.


A próxima reunião do colegiado deve ocorrer em abril. Além do MTur, fazem parte do GT de Turismo Ferroviário representantes do Ministério dos Transportes, do DNIT, da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), do Ministério do Meio Ambiente, da Federação de Convention & Visitors Bureaux e empresários do setor, entre outros.

DIRETRIZES - Uma cartilha do Ministério do Turismo orienta a proposição de projetos de trens turísticos e culturais no país. Fruto de discussões do GT de Turismo Ferroviário, a publicação busca preservar e dar destinação ao patrimônio da extinta Rede Ferroviária Federal. Desde 2003, o MTur já investiu mais de R$ 20 milhões na recuperação de equipamentos, estações e trechos de linhas férreas.